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2026-06-09 IAOD José Maria Pereira Coutinho “Capacitação dos jovens na aprendizagem de línguas estrangeiras no ensino superior público de Macau” |
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O nosso Gabinete de Atendimento aos Cidadãos tem vindo a receber regularmente muitos pedidos e opiniões de estudantes e familiares quanto à escolha de cursos universitários nomeadamente cursos de línguas estrangeiras para elevar a competitividade profissional. A procura por uma oferta mais alargada de línguas estrangeiras tem vindo a aumentar, mas a resposta do ensino superior público mantém-se aquém das expectativas dos jovens locais. Acontece que não obstante algumas universidades públicas proporcionarem cursos de línguas estrangeiras, a realidade é, todavia, um cenário de bastantes contrastes. Enquanto há progressos na captação de alunos de países asiáticos (Tailândia, Coreia do Sul e Vietname), a oferta formativa local e diversificada de línguas (como alemão, italiano, russo, francês, japonês e coreano) ainda é muito limitada. Os jovens que consigam dominar vários idiomas são, sem dúvida, um diferencial competitivo crítico no mercado de negócios globalizado e principalmente quando a RAEM pretende ser um Centro Mundial de Turismo e Lazer. Essa habilidade de dominar várias línguas vai muito além da comunicação básica, sendo, por exemplo, um dos principais requisitos obrigatórios para quem queira construir uma carreira em instituições internacionais como na Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial do Comércio (WTO) e a Organização Mundial da Saúde (WHO). É de referir que a maioria das agências internacionais adopta o sistema da ONU, que possui seis línguas oficiais: inglês, mandarim, francês, espanhol, russo e árabe. Como referimos a capacidade de dominar várias línguas permite actuar como uma porta de entrada para oportunidades de negócios a nível internacional, possibilitando negociações mais eficazes e uma compreensão cultural aprofundada. Os profissionais multilíngues têm acesso a um mercado de trabalho amplo, podendo trabalhar em empresas multinacionais, assumir cargos públicos e privados internacionais e aumentando oportunidades de trabalho. Aprender uma língua implica entender a mentalidade, costumes e os valores de um povo. Isso desenvolve a adaptabilidade e a empatia cujas competências são essenciais para liderar empresas e serviços públicos. O domínio de outros idiomas permite consumir notícias, pesquisas de mercado e inovações directamente na fonte, proporcionando uma visão mais rica e actualizada do seu sector de actuação. Apesar de existirem algumas ofertas pontuais, a verdade é que não existe qualquer oferta formativa regular e estruturada em alemão, italiano, russo e francês nas universidades públicas. E no domínio da internacionalização e diversificação do ensino das línguas deve-se apostar com maior firmeza numa ampla internacionalização, lançando-se para fora do circuito tradicional dos países de língua portuguesa, investindo em recursos humanos e financeiros, criando departamentos específicos para o ensino de línguas como o espanhol, o alemão, o italiano, o russo e o francês, trazendo alunos de outros países para além dos países asiáticos. Deste modo, sugiro a criação de um grupo de trabalho interdepartamental para uniformizar e alinhar as políticas das áreas da educação, trabalho, economia e juventude, dando corpo a um verdadeiro plano de acção para o desenvolvimento de talentos multilíngues de modo que as universidades públicas possam oferecer um ensino de licenciatura de línguas estruturado, uniforme e regular criando departamentos dedicados a línguas, como espanhol, alemão, italiano, russo e francês cujas lacunas devem ser colmatadas. |
EXCURSOES DA ATFPM



